Lista N — Prosseguir em unidade, preparar o futuro 

INTRODUÇÃO

A Lista N, que se apresenta aos sócios do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) com o lema “PROSSEGUIR EM UNIDADE, PREPARAR O FUTURO”, decidiu incorporar, na consigna que a irá identificar no próximo ato eleitoral, a ideia que esteve na origem da decisão de avançar com a candidatura e que norteará a sua ação, caso venha a obter a confiança dos associados do SPN: em tempos adversos à atividade sindical e ao exercício dos direitos sindicais, em que enfrentamos enormes desafios na luta pela valorização da profissão docente e da educação pública, em que, face ao envelhecimento da profissão, se perspetiva uma significativa renovação do corpo docente, a força e a capacidade de resposta do movimento sindical passam por congregar vontades, valorizar complementaridades, prosseguir um caminho de UNIDADE dentro da diversidade quer no plano interno, quer na ação comum dos educadores, professores e investigadores. 

A UNIDADE é a matéria de que é feito um Sindicato. A Lista N reconhece a unidade da classe como estratégia de organização e defesa de quem trabalha. Coerentemente, a estrutura que representa os educadores, professores e investigadores ganha em apostar na sua unidade interna e é nesse sentido que a Lista N se apresenta a eleições enquanto projeto que, valorizando a pluralidade e a diferença, procura, acima de tudo, ser agregador. Somos gente que se tem esforçado por alimentar a unidade, que apresentou uma proposta nesse sentido para o próximo mandato, e se propõe dar continuidade a esse esforço. Com este desiderato, reunimos numa mesma lista quem por vezes se encontrou em listas diferentes, mas que, perfilhando diferentes perspetivas sobre a educação, o trabalho e a sociedade, coincide num projeto unitário de Sindicato. Este projeto passa por reafirmar o eixo original do SPN, como Sindicato de classe, forte e combativo, alicerçado na sua ligação de proximidade aos núcleos sindicais em cada escola, agrupamento ou instituição, ancorado na conjugação da luta em torno das matérias socioprofissionais com uma reflexão e intervenção consistentes ao nível das matérias educativas e enquadrado na ação da FENPROF, de que é membro fundador, e na ação da CGTP-IN, enquanto espaço mais amplo de intervenção. É na ligação aos núcleos sindicais e aos educadores, professores e investigadores que neles participam, da base para as estruturas diretivas, que se definem as orientações sindicais, que se asseguram a efetiva representatividade dos associados, a independência sindical e a democracia interna que se deseja.

Deixemos claro que, se partimos deste referente que é o nosso património de identidade, de luta e de conquistas, não é para nos fixarmos no passado, mas para melhor nortearmos o FUTURO. Conciliar a história do SPN com o foco na renovação e no rejuvenescimento é garantia de sobrevivência, pois, num contexto de envelhecimento da classe, a formação de novos quadros sindicais ganha uma importância acrescida. É essencial enriquecer o Sindicato com o contributo de quem está a chegar à profissão, garantindo a transição geracional tão necessária à passagem de testemunho, preservando, deste modo, a memória do que somos. E o que somos, como organização, não se esgota no tempo que vivemos. Enquanto o presente não assegurar o trabalho com direitos, o futuro continuará a ser o tempo dos sindicatos e importa prepará-lo, enriquecendo o Sindicato com novos quadros e resistindo às campanhas de descredibilização e desvalorização que visam o movimento sindical, perpetradas por aqueles que por ele se sentem ameaçados.

É por isso que nos propomos trabalhar para combater o atual quadro laboral de abuso e desrespeito pelos educadores, professores e investigadores, com foco nas questões que têm concentrado o descontentamento da classe, e em torno das quais nos temos unido, ainda que não descurando outras: a precariedade, a desvalorização das carreiras, o apagamento de tempo de serviço e o condicionamento por vagas, o sistema de avaliação de desempenho associado a um regime de quotas de progressão, os horários e condições de trabalho, o regime fundacional no ensino superior, a marginalidade laboral nos cursos profissionais no contexto do ensino secundário, a caducidade da contratação coletiva no ensino particular e cooperativo, a falta de um modelo de gestão das escolas efetivamente democrático…


É este projeto para melhor escola e melhor profissão que aqui apresentamos. Somos gente que trabalha, que luta e que concebe o sindicalismo como uma ação de proximidade, proposição e luta. Gente que, no SPN, quer fazer mais e melhor e espera que o programa aqui proposto venha a merecer a confiança dos educadores, professores e investigadores do Norte.